Inspirada em parte pela “super-inteligência” imaginada por Laplace, no séc. 19, a presente obra versa sobre a raça humana, em um certo ponto no futuro, sob completo domínio da chamada “Unidade” – uma materialização do próprio “demônio de Laplace”. A raça humana encontra-se em vias de extinção, para dar lugar aos “Unitários”. Porém, o reconhecimento de que a “Unidade” e a raça humana são imagens diferentes (ou diametralmente opostas) de uma mesma consciência marca o ponto central do texto. Este reconhecimento só é possível quando um representante humano e um “Unitário” identificam-se como pertencendo a um mesmo “mistério incomensurável”: a conclusão é a impossibilidade do “demônio” concebido por Laplace, revelando-se, assim, a... More > fragilidade da “Unidade”. Somente a partir desta constatação é possível dar continuidade à evolução da raça humana.< Less