O Sopro da Aldeia do Pinhal
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Nas terras dos sem rumo a Aldeia do Pinhal soprou e a Joana tomou comboios cujo destino dependia do controlador, subiu para outros, que, sem locomotiva, puxou com suas forças.
Alguns partiram para outras gares onde flores desabrocharam, outros, com ventos desfavoráveis, descarrilaram na procura do farol que desaparecera.
No entanto, quando por vezes poderia ter ficado ferida e sozinha no cais, ela avistou barcos que passavam e tomou-os, com uma excitação ingénua e salvadora. Ao longo do tempo encontrou pessoas, coisas e loisas, negrume, esperanças, o Inverno e Abril…
No comboio da vida, o caminho que construía andando, levou-a do Pinhal à Gare de Austerlitz, onde tantos outros comboios com gente de tantos pinhais atracaram.
Aí, outros ventos, outros tempos…
No meio da algazarra de Paris, sons e cores da sua terra puxavam dentro dela, palavras fortes e lindas gritaram acorrentadas numa ânsia desesperada de falar.
Cedeu e abriu a janela da força do tempo.
O vento soprou e indicou-lhe o caminho,
C.
Détails
- Date de publication
- Sep 27, 2011
- Langue
- Portuguese
- Catégorie
- Biographies & mémoires
- Copyright
- Tous droits réservés - Licence de copyright standard
- Contributeurs
- Par (auteur): Helena Jeronimo
Caractéristiques
- Format