Como vagabundos das noites
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. Num local sem bares nem fantasias. Sem janelas, o vento cúmplice anuncia-se, reclama o encerramento da sua antiga via. Do seu quarto de passagem pelos cantos do mundo enfurecido pela sua agora ausência. Encerrei-lhe a vontade. Como que se os gritos me comprassem numa tentativa só, paz completa. Não encontro neste mar o teu apelo. Percorri longamente os espaços adjacentes. Alongadamente. Com a calma suficiente. Sem pressas me envolvia com discrição do tempo e a lenta caminhada das estrelas, dos olhares distorcidos do vento das cidades e as onde que sobrevoavam a distancia, igual a minha daqui, ate ao ponto onde conseguia ver. Discretos gritos ecoavam a sala das manhas. As manhas inteiras completavam o meu resto, o meu complemento sem ti, e onde morares, chegarei, solenemente e sem dares por isso, entrarei pelos poros tapados do sótão e contarei depois, as ruas inteiras de onde moras que nada vi, a não ser eu próprio em lugar nenhum.
Détails
- Date de publication
- May 15, 2008
- Langue
- Portuguese
- Catégorie
- Fiction
- Copyright
- Tous droits réservés - Licence de copyright standard
- Contributeurs
- Par (auteur): Vitor Burity da Silva
Caractéristiques
- Pages
- 114
- Type de reliure
- Livre à couverture souple Livre à couverture souple
- Couleur de l’intérieur
- Noir & Blanc
- Dimensions
- A4 (8,27 x 11,69 po / 210 x 297 mm)